terça-feira, 8 de novembro de 2011

Vésperas e Matinas
















Cem cordas de aço se rompem
[cem cordas de aço] e cai o sino.
É tudo, sempre, muito rápido: o
Coração do Crime, a Seca
Seguindo a Inundação da
Antevéspera.


É tudo assim, rápido e súbito:
café matinal inaugurando a
Rotina.


Esfrega entre as palmas das
mãos o punhado de vida, qual
vidro moído. Ou erva fina.


Cem cordas de aço [cem cordas]
rompendo juntas te acordam pro
Inevitável.


E o sino [sem hora ou matutino]
reboca os ônibus e os que dentro
deles dormem ou se seguram
[quais sonâmbulos] o bem
sabido [e ignorado]
Destino.












Marcelo Novaes