quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Réquiem














Eu me pergunto, defronte ao
barco [não sei se me ouvem]:
“Por que uma frase [mera frase]
faz alguém estremecer e causa
tanto espanto?”


Ninguém responde. A pergunta
deve ter saído ao acaso. [Quiçá,
de minha própria boca].


Tudo tem um curso [bifronte].
Dia, ou meio século. Algumas
coisas [poucas] têm um fulcro.
Outras são orlas, ou números
arredondados.


[Nenhuma fração que
dimensione o Real em
meio ao dado].


Um pouco de sol na cabeça é bom.
Os velhos lugares, insalubres.


Quando ouço as velhas músicas
[aquelas mesmas, que a si mesmas
se repetem], eu já percebo, se
avizinhando, o Réquiem.


Dormir um pouco no sofá, após
ler o jornal. Tudo tem um fim, após
devido custo [pousem as moscas em
meus olhos ou em meu rosto].


Amanhã, o Afogado
[Narciso?] respirará
ar fresco.


[Afinal].












Marcelo Novaes