domingo, 15 de novembro de 2009

Onde?


















Onde é meu lar, agora, quando
vivo esse pacote de medo-amálgama
[proscrição, rechaço público, vergonha
e desamparo], tendo perdido as nobres
referências, e achado, no lugar, o mau
ditado?! [Em casa de ferreiro, não é
de ferro o espeto...].


Onde estão meus amigos?


De repente, na boca, não há
mais saliva. E, quando vem,
no chão eu escarro.


Não há urgência no amor.
No amor não há urgência.
Só na faixa vermelha do
espectro: medo, instinto.


Sede de posse e adestramento.
Sede de sonho e servilismo. Sede
de se pensar evoluindo, servindo o
dono. Vermelho-instinto. Laranja,
quando o amar parece estar junto.


Mas só parece. Amor monitorado.
Enquanto retro-alimenta o amestrador,
cresce, e ao adestrado: discípulo de um
falso mestre. No amor não há urgência.
De nenhuma espécie.












Marcelo Novaes